O ser humano tem uma incrível capacidade de se tornar um asqueroso e repugnante, mas que bom que há aqueles que têm um amor sem limites. Só olhar aqui. Particularmente, desconfio de quem não gosta de animais.
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11 de dezembro de 2014
1 de agosto de 2012
Casos e causos
Ontem, durante conversa com
amigas percebi que meu histórico de ~pé
na bunda ~ começou desde cedo. Lembro que tinha um programa de paquera em uma
rádio. Toda as tardes eu estava lá colando meu ouvido no radinho de pilha. As
pessoas ligavam para a produção, descreviam o interesse e disponibilizavam o
número. Essas informações iam pro ar. Menos as minhas. Ligava, ligava e acho
que a produção começou a fazer por implicância.
O papo se estendeu nas lembranças
de amores horríveis fracos de feição. Hoje é que vemos isso e choramos...de
rir. Na época, o chororô era real. Bastava tocar All by myself e a lágrima
começava a escorrer, junto com as páginas do diário arrancadas enos identificávamos com Malhação. O ursinho de
pelúcia, coitado, ficava morria afogado. A vantagem é que, naquele tempo, a gente não perdia o apetite e não mandava sms ou whatsapp.
Lembro que eu namorava um garoto
no ginásio chamado Edmário. Lembro uma vez que ele chorou na sala de aula, mas,
claro, não foi por mim. Foi para a professora que entregou a prova dele com a
nota 5. Eu, acostumada a ver notas mais baixas que isso, nem me incomodei.
Lembro que andávamos pelas ruas de Maranguape II e admirávamos a beleza
daqueles puxadinhos com a tinta descascando. Não lembro quanto tempo durou e
também não tenho mais contato com ele.
E Isaldo? Como éramos pequenos,
ele era chamado de Isaldinho. Ele ficou apaixonado por mim e eu, mais
preocupada em ouvir Cavalo de Pau cantar “minha estrelinha no céu”, nem dei
bola para ele. Ele era um negão, tinha um sorriso lindo. Quando íamos brincar
de se esconder , à noite, ele tirava a camisa e ficava no mato. Naquele breu
todo, ninguém achava que ele estaria ali. Pimba! Ele era o primeiro a bater,
sempre ganhava.
Teve outra vez que gamei em
Henrique. Fiquei com ele em um show e ele não tinha, digamos, hálito fresco de
Colgate. Ele também passava longe de ser bonito. Tinha umas feições
desproporcionais e uns gestos suspeitos. Isso para mim não importava porque o
perfume dele era ‘entorpecentemente’ bom. Ligava – do orelhão – insistentemente
para ele. Só chamava e ele dizia que era porque deixou o celular no raio que o
parta. Outro toco. A satisfação foi vê-lo a-ca-ba-do dias desses. Estou
valorizada.
O mais marcante mesmo foi Guto.
Ficamos duas vezes: na primeira, quando nos conhecemos e na segunda, quando me
pediu em namoro. Namoramos 15 dias. Nos vimos nenhum dia. Passou o primeiro
final de semana e nada. No segundo, eu resolvi acabar. Sim, eu precisava ligar
e acabar, considerando que ele estava levando super a sério o namoro.
Casos assim até passam. Problema
é que a memória fica. Geralmente, a da amiga. Tenho duas que, quando começam a
se ameaçar, uma dispara “vai continuar? Só falo um nome para você Pablo.”
Pronto. Encerra a discussão. Minha irmã, que não pode ser citada no blog,
namorou com um que apareceu com uma calça de veludo verde. Não era qualquer
verde. Era aquele tom abacate. O namoro não vingou e esperamos que ele, er,
tenha melhorado um pouco mais o gosto.
Portanto, a lição que fica é: não
chore muito porque, logo em seguida, você vai se arrepender. Ou, se não
resistir, não apresente para sua amiga, não tire foto e, principalmente, não
adicione como amigo no Facebook.
16 de maio de 2012
A Felicidade
![]() |
| Foto daqui |
Enquanto ouço um chorinho e ele me faz lacrimejar, lembro de uma frase que ouvi hoje. Escutei várias durante uma palestra, mas a que vou citar me marcou mais: a felicidade está onde você a coloca. Esse estado de espírito é relativo. Algo que me faz feliz pode ser indiferente a outra pessoa, ou o contrário.
Imediatamente, mandei um sms com um sonoro "amo vocês mais que tudo" para as pessoas mais essenciais na minha vida. A felicidade está dentro de mim. E eu sou feita delas.
Onde está a sua?
26 de janeiro de 2012
Vigilante do amor
Acabou-se o desemprego e a famosa dor de cotovelo ganha um inimigo: Vigilantes do Amor. Sim, baseado no Vigilantes do Peso, o profissional deste novo segmento será o melhor e pior amigo de quem está sofrendo os males de uma paixão.
O pacote vai incluir reuniões de grupo em bares. Com cerveja, ficará mais fácil de os participantes conversarem, divagaram sobre as desilusões, xingarem e chorarem juntos. O vigilante também irá confiscar o celular e entregar outro chip com a agenda telefônica, menos com o número do dito cujo. Ok, o número já é decorado, mas ele não vai ligar para seu novo número.
Quando você tiver recaídas, vai ligar para o Disque-Vigilantes-do-Amor. A mensagem de espera será, obviamente, gravada e será mais ou menos assim: O que houve? (resposta), por que você fez isso (resposta), se arrependeu? (resposta), viu no que deu? (resposta). Se nada disso for suficiente, a ligação cairá em uma das atendentes, que já têm o script.
Em casos mais graves, o vigilante vai até a casa da pessoa. Será responsável por rasgar e jogar fora tudo o que trouxer lembranças da época em que viveriam juntos para sempre, superariam tudo juntos, blábláblá. Dependendo, vai confiscar computador e deletar e-mails e demais provas virtuais do caso.
Vai também mudar o repertório musical. Nada de remoer ouvindo músicas que foram enviadas no clima de romance. Se só souber português, vai ouvir músicas indianas. Nada de ouvir temas de novelas, músicas natalinas, etc, etc. Na crise maior, o vigilante intermediará um affair para distração. Só para lazer mesmo.
Mensalmente, o participante será submetido a avaliações. Cada passo para frente, uma medalha. Ao final, escolhe um affair no catálogo e ganha uma viagem, que inclui passar na frente do ex, acenar, virar o rosto e seguir em frente. Genial. Podem criar a empresa.
18 de janeiro de 2012
Cupido
O lema ‘paz e amor’ só vale para situações bélicas. Já diria Martnália, que “Quem anda atrás de amor e paz não anda bem porque na vida quem quer paz amor não tem”. Eu já desconfiava que a consequencia para quem ama é a eterna inquietação. Paz é uma coisa distante. Mas agora, com melodia, talvez fique mais fácil assimilar.
Não adianta utilizar as frases de vovó “o que é seu está guardado” (Onde? Derreteram a chave?), “Deus escreve certo por linhas tortas” (aham, sei..) ou “Homem é que nem biscoito: vai um e vem 18” (já se foram os 18 e não veio um). Nada disso funciona. Nada consola. Na verdade, você dá esses conselhos aos amigos recém-pénabundeados. Claro que você fala, tá de longe. Agora quando está na situação, lasca tudo.
Tudo o que você repetia para os amigos e para si mesmo vai para o beleléu. O cupido, que é muito ágil no primeiro encontro, nem dá as caras para se explicar pela cagada confusão. Ele, a intuição, a experiência e a precaução botam a mochila nas costas e tiram férias de você. Deixam você curtir, aproveitar e...quebrar a cara. E aí eles voltam. Bronzeados e, com aquele risinho “te avisei, Mané, te avisei”, vão estourando cada balão de sonho que você criou.
Mas antes de você voltar ao centro da razão, tem que passar por aquelas fases cafonas: olhar o celular a cada cinco minutos (se não tiver mensagem ou ligação, o sinal da operadora está péssimo), chorar nas situações mais ridículas (ouvi dizer de gente que chorava enquanto pintava as paredes do quarto..) e beber e perder a noção (aliás, saudade da época que só havia convencional, sem torpedos, twitter e facebook). Tenho amigos que já choraram com Arerê, de Ivete Sangalo, e até A Raposa e as Uvas, de Reginaldo Rossi.
Mas nem tudo está perdido. Acreditamos, uma amiga e eu, que existe, sim, a fórmula para que não aconteça mais isso às mulheres. E quem a esconde é Beth Carvalho. Sim, a cantora. Só precisamos arquitetar uma forma de encontrá-la para fazer uma – apenas uma – pergunta: como a senhora consegue superar e humilhar o ex de forma tão divina?
A pessoa tem que se garantir MUITO para cantar com propriedade essas músicas:
Se Vira
Colabora
A pessoa tem que se garantir MUITO para cantar com propriedade essas músicas:
Se Vira
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29 de outubro de 2011
Dor de cotovelo - trilhas
Seguindo a linha "Loves in the air" do post anterior, o texto agora fala sobre a tal da dor de cotovelo. Olhe, não tem gelol, band-aid ou pó secante que resolvam. Também nem pense em ir ao médico. Ainda não diagnosticaram a cura para a dor que já deu, dá ou ainda dará em todo mundo.
Assim como durante o relacionamento, que você fala e recebe frases bregas (se emociona e acha perfeitas), a roedeira também tem seu lado brega. Quando passa. E a música continua embalando. Só que ao contrário.
Preservando as fontes, por ser um blog amigo, vamos a alguns cases de trilhas que ninaram o cotovelo dolorido. Vou colocar os vídeos, mas evite assisti-los se não estiver bem:
1 - A pessoa vai a um samba e, no auge do refrão, pede arrego porque chora a cântaros com o trecho " Sem nem mais porque | A luz se apagou".
2 - Chorar com "Como é que uma coisa assim machuca tanto..."
p.s: pô, mas essa é romântica mesmo.
Casos mais graves:
3 - Num show, chorar com "Arerê, um love, um hobby, um love com você - iêê"
4 - Carnaval. Recife e Olinda a todo vapor. Fim de namoro na véspera do Sábado de Zé Pereira. No domingo, durante o Quanta Ladeira, a pessoa se esbalda de chorar chamando a atenção de quem está ao redor e tendo que ser removida do local.
Para quem não conhece, o Quanta é um bloco que faz sátiras de músicas conhecidas. Um exemplo do humor é o vídeo abaixo, que brinca com o bolo que Daniela Mercury deu no Recife este ano:
Essa mesma pessoa chorou durante a apresentação de blocos líricos. Trecho provável: "Não deixe não | Que um bloco campeão | Guarde no peito a dor de não cantar".
Aí pergunto: quem nunca?
26 de outubro de 2011
Sintomas de carência
A gente sabe que a coisa não anda nada bem quando...
Fulana diz:
*sou
esperta???
*o pc
perguntou se eu queria atualizar o media player
*achei
ele tão interessado na minha vida
*preocupado
com meu bem estar
*e
pensei
*pq
não?
*ai deu
merda
*agora
desinstalei o pc
*e num
consigo escutar porra de musica nenhuma
*pq o
windows é fake
*pirata
*e
obvio q eu sabia
*comentamos
hj
*mas
pq eu ia imaginar q o windows media player tb era?
*não é
mesmo
*burra
ou tchonga?
Tacy Viard diz:
*deu
merda?
Fulana diz:
*mhái
*cabousse
media player
*ele
num atualizou a versão nova
Tacy Viard diz:
*AHAHAHAHHAHAHAHAHHAHA
Fulana diz:
*e num
volta pra velha
Tacy Viard diz:
*ele
me pede isso
*é
galanteador
*golpista
safado
Fulana diz:
*to
carente, amiga
Tacy Viard diz:
*enrolão
de mulher
Fulana diz:
*to
aceitando cantada até de computador
*cai
nas garras desse cafageste
*cafajeste
*ou
sei lá
*e
agora?
Tacy Viard diz:
*canalha
*tem
como errar não
Fulana diz:
*to
tentando baixar o vlc
*q lê
todo tipo de midia
*mas
agora to com medo
*até
de digitar
Tacy Viard diz:
*carente!
Fulana diz:
*ajuda
friend
*dá
uma dica
*fora
bater a cabeça na parede
A personagem teve sua identidade preservada, mas tá super aí para cantadas, como se vê.
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